Sala

A ação denominada Sala ocorreu da sala e Fotografia da Universidade Federal do Paraná, surgiu de um pensamento antigo, lido em um livro entre 2013 e 2014, chamado Filho do Fogo, de Daniel Mastral, um livro sobre ocultismo, que utilizava de exemplo para o conhecimento do oculto, duas salas, sendo uma iluminada e outra escura, estando as salas conectadas por uma porta, assim quando alguém se posicionava na sala iluminada e tentava enxergar a escuridão, não tinha sucesso pois era ofuscado, enquanto aqueles que permaneciam na escuridão conseguiriam enxergar ambos os ambientes.


Como Ocorreu: Uma pessoa por vez entrou comigo em um ambiente com cortinas fechadas, havendo uma mesa retangular com uma cadeira em cada umas das extremidades mais distantes, ao redor disso existiam diversas outras cadeiras, mais afastadas da mesa, todas voltadas para apenas uma das cadeiras das extremidades da mesa, como se dessem foco nela, sendo essa a cadeira na qual eu desejava que o participante se sentasse. Sobre a mesa haviam 10 velas, sendo 8 pretas e 2 vermelhas, as velas pretas estavam posicionadas uma ao lado da outra, atravessando a mesa no sentido mais longo, assim criando uma linha que conectava um lado ao outro, sendo estes os lados nos quais estavam as cadeiras principais, a que o participante se sentava e a que eu me sentava, em uma das pontas da linha de velas negras, no caso a do participante, estavam também as velas vermelhas, assim quando a pessoa se sentava permanecia primeiramente com duas velhas vermelha a sua frente, uma a direita e outra a esquerda, entre elas a linha de velas negras transpassa a mesa, criando a conexão com a outra ponta. 
Solicitei que os participantes ficassem em local a parte do que foi realizado a ação, pois iria buscar um de cada vez, assim sendo feito. Eu então buscava o participante, permitia que entrasse na sala, as velas então já se encontravam acesas antes que entrássemos no ambiente, eu então convidava a pessoa a se sentar dizendo "o lugar é seu", fazendo referência ao lugar para o qual as múltiplas cadeiras estavam voltadas, uma vez que a pessoa sentava eu sentava também, na outra ponta, assim criando uma ligação devido a linha de velas negras acesas, eu agradecia a presença da pessoa, fazia uma saudação dizendo que a pessoa era bem-vinda aquele lugar, que eu percebia ela e perceberia o dia em que ela não estivesse mais próxima também, falava que gostaria que esse dia demorasse a chegar. 
Começava então a relatar sobre as duas salas, sendo elas, mais próximas do que parece, uma iluminada e a outra permanecendo na escuridão, falava sobre como a luz ofuscava os que permaneciam na sala clara e como os que permaneciam na escuridão enxergavam o todo, além de que, a decisão de em qual sala permanecer é apenas da pessoa. Então me levantava e ia assoprando continuamente as velas negras, assim as pagando, de modo que a cada vela apagada eu me aproximava mais do participante, ao restar apenas as velas vermelhas eu já estava bem próximo da pessoa, assoprava então apenas uma das velas vermelhas e retornava ao meu lugar, a pessoa então era submetida a decisão de apagar ou não a última vela, obviamente devido a todo o discurso existia grande pressão nessa questão de apagar a última vela, pois a ideia era o simples “você quer permanecer na ignorância? Quer ser passivo as coisas? Ou deseja sair disso?”, como um tipo de rito de iniciação, por isso também, a existência de diversas cadeiras voltadas para o participante, como se na sala escura, a qual a pessoa ainda não poderia perceber, já haveriam outros, estes estariam apenas aguardando a chegada dela.


Descrição da ação por terceira pessoa (colega e participante da ação):






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